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segunda-feira, 11 de abril de 2011

SJDH reúne pescadores e surfistas para discutir redes no mar



Nos últimos anos, 49 surfistas morreram na orla marítima do Rio Grande do Sul por redes de pesca e pelo fato de as medidas até agora adotadas serem insuficientes para a solução do problema. Em clima tenso, pescadores e surfistas defenderam suas posições em reunião, na tarde de quinta-feira, proposta pela Secretaria da Justiça e dos direitos Humanos para a busca de uma solução. Representando a SJDH, o secretario adjunto, Miguel Velasquez, mediou a conversa e, por vezes, interveio, tentando amenizar a situação e encontrar um acordo que beneficiasse ambas as partes.


Estiveram presentes no encontro, representantes da Brigada Militar, pescadores, surfistas, mães, familiares e amigos de vítimas que perderam a vida no mar devido à pesca inadequada, além de fundadores da ONG “Mar seguro”, que luta contra utilização de redes como método de pesca.

Os defensores do surf reclamam que a fiscalização não está cumprindo o seu papel, que as redes não são identificadas como deveriam, além de estarem sendo colocadas em lugares inadequados e não sinalizados. Eles ainda argumentam que o Rio Grande do Sul é o único Estado no Brasil que permite a utilização destes cabos para a prática de pesca. Já os pescadores reivindicam locais fixos, sinalizado e demarcados para evitar esse tipo de problema. Em resposta, um representante da BM diz que a Brigada se associa aos esforços de preservação à vida, e faz o possível para atender todas as demandas.



A BM é responsável por atender denúncias e retirar qualquer rede que esteja sendo usada em desacordo com a lei. A situação atual não permite redes não identificadas, em locais não autorizados ou sinalizados. O secretário adjunto da SJDH afirma que a fiscalização deve ser feita tanto para pescadores quanto para surfistas e ressalta a importância do papel da sociedade em denunciar qualquer irregularidade: “Devemos fazer uma rede de solidariedade, informação e denúncia para apaziguar esta situação.”



No final da reunião, ficou acertado que a fiscalização durante o feriado de Páscoa será intensificada para evitar acidentes, enquanto providências definitivas não forem tomadas. Também ficou definido que o trabalho realizado pelo Ministério Público em acordo com surfistas e pescadores será operacionalizado pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos. Caberá à SJDH monitorar as questõs tanto no que se refere à sinalização, que é de responsabilidade dos municípios, quanto em melhorias na estrutura da Brigada para fazer a fiscalização.

Fonte: http://www.sjdh.rs.gov.br/?model=conteudo&menu=1&id=133&pg=

terça-feira, 29 de março de 2011

ONG maRSeguro e FGSurf reúnem-se com o comando geral da brigada militar

Na tarde da última terça-feira, dia 29 de março de 2011, a maRSeguro, representada por sua presidente Neuza Rufatto, acompanhada de Nalu Machado, Maria Catarina, Ana Maria Boeira, Rosane Kaiser, Tiago Cardoso e Virgílio de Matos, componentes da ONG, juntamente com o presidente da Federação Gaúcha de Surf (FGSurf) Orlando Carvalho, reuniram-se com o Comandante-Geral da Brigada Militar, o Coronel Sérgio de Abreu.

Virgilio entregando a denúncia da ONG ao Comandante-Geral da Brigada Militar Sérgio de Abreu



O objetivo principal desta reunião foi, apresentar ao Comandante, dois documentos em forma de denúncia, o quais continham as principais reivindicações na busca por condições melhores para o nosso litoral. Um deles foi criado por nós da ONG (que pode ser lida ao final deste post), e outro feito com base nas solicitações da FGSurf.


Além da oportunidade da apresentação das duas entidades, os familiares das vítimas, envolvidos com a maRSeguro, contaram ao Coronel um pouco da sua dor com os fatos ocorridos, juntamente com algumas idéias de como melhorar a questão Pesca x Surf x Banhistas x Salva-vidas.

O Comandante frisou que, ao assumir o comando da Brigada Militar no início desse ano, encontrou algumas dificuldades, principalmente em relação a falta de planejamento do governo anterior, o que trouxe algumas dificuldades e morosidades na execução da operação golfinho 2011. Informou também que começará desde já um planejamento para que a Operação Golfinho 2012 seja executada com mais eficiência e organização. O Coronel aproveitou para nos informar sobre o estudo que está sendo feito, para a criação do Centro de Treinamento e Salvamento Aquático, que terá sua sede na praia de Tramandaí. Este, servirá para capacitar e qualificar de profissionais desta área.


Durante esta reunião tivemos uma boa notícia através do Orlando Carvalho. A rede ilegal que estava em Atlântida Sul havia sido retirada, sob o comando do Major Tedesco, sem maiores problemas.

Leia abaixo a denúncia entregue ao Cel Sérgio de Abreu.

DENÚNCIA
Levamos ao conhecimento do Poder Público que nos últimos 27 anos ocorreram no litoral gaúcho 49 mortes de surfistas, ocasionadas por redes de pesca de cabo fixo e centenas de mortes de pessoas vítimas de afogamento, por falta de salva-vidas, profissionais sem qualificação técnica e falta de infra-estrutura de segurança e emergência em nosso litoral.

Atualmente, no período que compreende de dezembro ate março é realizada a Operação Golfinho, durante a qual o governo suspende a utilização de redes de pesca de cabo fixo e disponibiliza salva-vidas, que enfrentam as dificuldades do trabalho com estrutura e treinamento bem aquém da exigência do nosso litoral.

Chegamos ao final de março, e não se sabe ao certo se teremos salva-vidas estrategicamente designados para os períodos de maior afluência de público durante o ano (feriadões e datas comemorativas), e as armadilhas que matam surfistas (leia-se redes de cabo fixo) são liberadas para utilização pelos pescadores. Este é um dado alarmante que não pode ser ignorado pelo governador Tarso Genro.

Tendo em vista, os dados acima citados, os familiares e amigos de vítimas decidiram não ser omissos e uniram forças, a fim de evitar que mais mortes ocorram e outras famílias sofram tragédias. Para isso foi criado o Instituto Thiago Rufatto, também denominado ONG maRSeguro, cujos objetivos estão expostos abaixo:


· Segurança no mar:

* Exigimos a presença de salva-vidas treinados e capacitados (RCP), não só durante a operação golfinho, mas também durante os períodos de maior fluxo de pessoas no litoral, por exemplo, feriadões;

* Extinção das redes de pesca de cabo fixo, sendo substituídas por outras formas de pesca, mais rentáveis e seguras tanto para a população em geral como para os pescadores.

· Infraestrutura:
* Guaritas em condições de uso, equipamentos de salvamento (Jet-ski, rádios comunicadores, maior número de ambulâncias equipadas e exclusivas para este tipo de ocorrência, além de hospitais preparados para emergências com risco de morte);

Reivindicações:

* Audiência com nosso Governador, Tarso Genro, com os Comandantes da Brigada Militar e da Operação Golfinho (Norte e Sul), para expor os problemas e irregularidades na região litorânea gaúcha, a fim de buscarmos soluções para os problemas acima citados;

* Canal específico e eficiente, para denúncias em relação a problemas de segurança em nosso litoral. Por exemplo, telefones, e-mails, redes sociais;

* Fiscalização por parte do poder público, com a criação de um comando específico para atuação permanente, visando ao cumprimento das leis estaduais e federais relativas à matéria;

A ONG maRseguro, através deste documento, torna pública esta denúncia e deixa ciente o governo do estado dos riscos de vida que a sociedade gaúcha seguirá sofrendo caso estes problemas continuem sendo ignorados e estas reivindicações não sejam atendidas.

Ressalta-se que, verificada a manutenção desta situação, a ONG maRSeguro responsabilizará o Estado e seus agentes pela OMISSÃO em caso de mais vítimas fatais.

Neuza Rufatto - Presidente
Instituto Thiago Rufatto – ONG maRSeguro – neuzarufatto@hotmail.com - (51) 9991-8553